segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Lista de Filmes - 3ºEM


Lista de Filmes para 3ºEM:

1ª Guerra Mundial: Feliz Natal, FlyBoys, Glória Feita de Sangue, O Barão Vermelho
Sinopse Feliz Natal: Primeira guerra mundial dezembro de 1914, Natal, nas trincheiras soldados franceses, alemães e escoceses tem um momento de trégua e compartilham paz e amizade.

Revolução Russa: Anastácia, REDS, Dr. Jivago
Sinopse REDS: O filme retrata a vida do jornalista norte-americano John Reed, desde a época em que era repórter do periódico socialista The Masses no início do século XX, até a fundação do Partido Comunista dos Estados Unidos. Sua vida conjugal com Louise Bryant, também merece destaque especial na primeira parte do filme. O filme prossegue, mostrando a participação de John na Revolução Russa em 1917, seus contatos com importantes lideranças e as divergências internas que já aparecem no movimento comunista da União Soviética. Dessa participação John realizou a mais famosa cobertura jornalística da revolução, imortalizada no livro Os dez dias que abalaram o mundo, um clássico sobre a história da Revolução Bolchevique, altamente elogiado por Lenin. 

Crise de 1929: Rosa Púrpura do Cairo, As Vinhas da Ira
Sinopse As Vinhas da Ira: Relata a história de uma família pobre do estado de Oklahoma, que durante a Grande Depressão de 1929 se vê obrigada a abandonar as terras que ocupava havia décadas, em regime de meeiros, devido à chegada do progresso, traduzido pela compra de tractores e máquinas pelos donos dessas, e de um novo regime de propriedade. Este factor tornou obsoleto o trabalho manual de aragem e plantio da terra, e forçou-os a rumar em direção à Califórnia.

Nazifascismo: A Onda, A Lista de Schindler, Arquitetura da Destruição
Sinopse A Onda: Rainer Wegner, professor de ensino médio, deve ensinar seus alunos sobre autocracia. Devido ao desinteresse deles, propõe um experimento que explique na prática os mecanismos do fascismo e do poder. Wegner se denomina o líder daquele grupo, escolhe o lema “força pela disciplina” e dá ao movimento o nome de A Onda. Em pouco tempo, os alunos começam a propagar o poder da unidade e ameaçar os outros. Quando o jogo fica sério, Wegner decide interrompê-lo. Mas é tarde demais, e A Onda já saiu de seu controle. Baseado em uma história real ocorrida na Califórnia em 1967.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012


FILOSOFIA

O MITO DE PANDORA


Prometeu, deus cujo nome em grego significa "aquele que vê o futuro", doou aos homens o fogo e as técnicas para acendê-lo e mantê-lo. Zeus, o soberano dos deuses, se enfureceu com esse ato, porque o segredo do fogo deveria ser mantido entre os deuses. Por isso, ordenou a Hefesto [1], que criasse uma mulher que fosse perfeita, e que a apresentasse à assembléia dos deuses. Atena, a deusa da sabedoria e da guerra, vestiu essa mulher com uma roupa branquíssima e adornou-­lhe a cabeça com uma guirlanda de flores, montada sobre uma coroa de ouro. Hefesto a conduziu pessoalmente   aos deuses, e todos ficaram admirados; cada um lhe deu um dom particular:
Atena lhe ensinou as artes que convêm ao seu sexo, como a arte de tecer;
Afrodite lhe deu o encanto, que despertaria o desejo dos homens;
As Cárites, deusas da beleza, e a deusa da persuasão ornaram seu pescoço com colares de ouro;
Hermes, o mensageiro dos deuses, lhe concedeu a capacidade de falar, juntamente com a arte de seduzir os corações por meio de discursos insinuantes.
Depois que todos os deuses lhe deram seus presentes, ela recebeu o nome de Pandora, que em grego quer dizer "todos os dons".
Finalmente, Zeus lhe entregou uma caixa bem fechada, e ordenou que ela a levasse como presente a Prometeu. Entretanto, ele não quis receber nem Pandora, nem a caixa, e recomendou a seu irmão, Epimeteu, que também não aceitasse nada vindo de Zeus. Epimeteu, cujo nome significa "aquele que reflete tarde demais", ficou encantado com a beleza de Pandora e a tomou como esposa.
A caixa de Pandora foi então aberta e de lá escaparam a Senilidade, a Insanidade, a Doença, a Inveja, a Paixão, o Vício, a Praga, a Fome e todos os outros males, que se espalharam pelo mundo e tomaram miserável a existência dos homens a partir de então. Epimeteu tentou fechá-la, mas só restou dentro a Esperança, uma criatura alada que estava preste a voar, mas que ficou aprisionada na caixa [...] e é graças a ela que os homens conseguem enfrentar todos os males e não desistem de viver.
NOTAS:
[1] deus do fogo e das habilidades técnicas
___________
FONTE: (CHALITA, Vivendo a filosofia, 2004, p.26).

Ritos de passagem- a dificuldade de crescer!


SOCIOLOGIA

Texto interessante retirado da Revista Planeta de abril 2006.



RITOS DE PASSAGEM
Como é difícil virar adulto 
Parece que a cada dia fica mais difícil abandonar a infância e a adolescência e tornar-se adulto. Tão difícil que muitos jovens esticam a adolescência até os 30, 40 anos de idade,
com medo de sair do confortável ninho da casa dos pais para cair num mundo duro de enfrentar. Uma passagem realmente difícil, mas que se tornou ainda mais difícil com o desaparecimento dos ritos que exigiam grandes provações e garantiam uma transição firme e segura.
Por Maria Ignez Teixeira França
Foto: Paulo Whitaker
Nova identidade: No Alto Xingu, um jovem da etnia yawalapiti se submete a ritual de passagem onde sua pele é arranhada até sangrar com o uso de dentes de peixe
Leia também:• Sentido iniciático do rito de passagem
• Iniciação necessária
Para diminuir o estresse dos alunos que mudam de série, algumas escolas particulares da cidade de São Paulo começaram a adotar algumas medidas que chamaram de “ritos de passagem”. Na verdade, são alguns truques que ajudam os alunos num período de mudanças e transformações. Assim, para quem irá passar de uma escola pequena para um grande prédio, são oferecidas uma série de visitas, especialmente na hora do recreio, que antecipam a convivência com os futuros colegas mais velhos. Ou então, para quem está acostumado com todas as matérias dadas por um só professor, a idéia é introduzir mais um ou dois professores no final do semestre, evitando assim o “choque” de ter um professor para cada matéria. Essas e outras medidas, no entanto, não aliviarão o inevitável aumento de responsabilidades, assim como não amenizarão a descoberta de como é dura a vida. Mesmo assim, adolescentes e pré-adolescentes terão de enfrentar sozinhos, dali em diante, um mundo onde imperam a competição, a concorrência e as batalhas árduas para conquistar espaço no trabalho, na sociedade, na vida amorosa e até em família.
Tatuar-se corresponde à busca inconsciente de uma nova identidade
A necessidade de estabelecer mecanismos que ajudem a passagem da infância para a adolescência, e desta para a idade adulta, é tão velha quanto a existência do homem na Terra. Culturas de todo o mundo têm adotado, ao longo dos séculos, aquilo que os antropólogos chamam de “ritos de passagem”: rituais que acompanham as mudanças de lugar, idade, estado e posição na sociedade, de modo a reduzir as perturbações nocivas que tais mudanças podem ocasionar. Entre as centenas de exemplos, um dos mais intrigantes é o de uma cidade lacustre do Benin, onde os jovens mergulham no fundo do lago e dali só saem (dizem) depois de seis meses, com uma lágrima escarificada no canto de cada olho. Nesses seis meses são pranteados por seus familiares como se estivessem mortos, ao mesmo tempo em que passam a formar uma fraternidade com as divindades das águas, seus novos “pais”. Claro que nada disso é real, da mesma forma que não são reais os “causos” contados por esse nosso Brasil afora, tais como o do que boto rapta as moças bonitas e do mateiro que vira onça. Embora não fiquem submersos, os jovens vivem durante seis meses em algum lugar, onde são submetidos a provas violentas, dolorosas até, com uma única finalidade: crescer.
Atração pelo perigo
Rituais de iniciação de todos os tipos ainda existem de montão em todos os continentes: circuncisão nas sociedades da África Ocidental, seções de tatuagens nas sociedades da Indonésia, ritos de subincisão na Austrália e por aí vai. Só que atualmente nem todos os jovens parecem aceitar completamente tais ritos, mesmo nos cantos mais longínquos do planeta. É que muitos começam a pensar em seu futuro num mundo globalizado e preferem evitar os rituais que deixam marcas visíveis que os tornariam alvo de preconceitos ou de restrições.
As modernas sociedades não fornecem mais iniciações existenciais. O contato
com a natureza se dessacralizou, as viagens transformaram-se em turismo
http://www.terra.com.br/revistaplaneta/mat_403.htmde massa e perderam suas virtudes transformadoras, as provas físicas são meramente competitivas e não mais associadas ao desenvolvimento espiritual. A verdade é que hoje vivemos espremidos entre o tempo que nos parece passar depressa demais e um futuro incerto demais. E só um presente vivido intensamente pode fazer frente às intermináveis esperas de quem vive entre a puberdade e o fim da adolescência, uma faixa etária que pelo Estatuto da Criança e do Adolescente vai dos 12 aos 19 anos, embora dê sinais de que se inicie cada vez mais cedo e se prolongue até bem mais tarde.
Sem ritos de passagem, os jovens buscam substitutivos. Alguns se apegam às tradições da vida civil, cumprindo à risca os rituais típicos dos tempos de seus bisavós, tais como a seqüência noivado – casamento com o vestuário, a pompa e a circunstância de outrora. Outros tomam o rumo oposto e se arriscam em manifestações de selvageria, mergulhando na droga, na delinqüência ou no fundamentalismo religioso. Há quem fique nas pequenas transgressões, como dirigir sem ter carteira de habilitação ou colar nas provas. Mas a atração pelo perigo às vezes ultrapassa o limite da sensatez, como manter relações sexuais sem preservativos, arriscando-se a uma doença sexualmente transmissível ou uma gravidez precoce. Por imprudência, rebeldia ou vontade de ser adulto antes do tempo, aproximadamente 693.101 adolescentes se tornaram mães no Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Na França calcula-se que dez mil garotas engravidem a cada ano, nos Estados Unidos o número chega a um milhão.
Aposta-se no risco, no frenesi de viver. Em alguns países europeus, jovens da periferia se reúnem nas noites de sábado e “se divertem” dirigindo numa rodovia, na contramão, pisando fundo no acelerador. No Brasil, os jovens de periferia “surfam” no alto dos vagões de trem ou na capota dos ônibus. Nos Estados Unidos, cerca de um milhão de adolescentes, por ano, vão para a escola armados.
O jogador Giovane exibe sua tatuagem. Ao centro, a médica Mamisa Chabula mostra o instrumento que utiliza para fazer essas circuncisões. E, à direita, meninos da etnia xhosa, na África do Sul, se preparam para um importante rito de passagem: a circuncisão.
Outra vertente é a dos jovens que concentram suas atenções no próprio corpo: tatuagens, piercings e outros sinais exteriores de ser parte de um grupo e de ter escolhido passar por uma dor iniciática. Mas, como essas marcas corporais dispensam a mediação de uma cerimônia e também não garantem nenhuma transformação interior do indivíduo, não refletem nada além delas mesmas. São meros adereços, permanecem no domínio da aparência, ao contrário do que acontecia há milhares de anos, quando a necessidade de marcar a pele tinha origem na submissão aos deuses, na resistência aos maus espíritos ou simplesmente na dignidade de ser um homem. O “artesanato” corporal atinge limites inimagináveis, como cortar a pele com lâmina de barbear ou cacos de vidro, fazer o possível para ficar com anorexia ou bulimia.
Sonhadores e realistas 
Para esses jovens, o próprio corpo não tem nenhum valor, principalmente valor mercantil, uma vez que o mundo do trabalho os recusa. Afinal, colocar-se em risco não tem mais nenhuma importância. Flertar com a morte ou chegar muito perto dela para nunca mais sentir medo ou então para provar um paradoxal desejo de viver.
Danças, transes, transas, vertigens, magia, jogos, cerimonias, cultos, exaltações… Todos nós temos, em nosso inconsciente coletivo, um desejo latente de festa anárquica, de bacanal, de transgressão do modelo cultural de nossas festas ocidentais, para nos soltarmos e delirarmos com os outros, numa espécie de embriaguez mística. A história nos ensina que a necessidade de euforia se situa estreitamente ligada ao desejo de religião. Mas, para quem vive no limite, qualquer meio vale para alcançar esse estado, até mesmo o ecstasy, o álcool e a maconha de fácil acesso. A cada dia aumenta o número de jovens (e os nem tão jovens) que fazem uso de drogas, tanto as “leves” – maconha, haxixe, ecstasy, até os tranqüilizantes e o álcool, legalmente aceitos pela sociedade – como as “pesadas”, dentre as quais a heroína e o crack.
Inicialmente chega-se à droga por curiosidade e por uma forma de insatisfação: a “realidade cotidiana” não se basta a si mesma, e a maneira na qual vivemos essa realidade não nos permite uma percepção dos sentidos. Porém, a utilização de um psicotrópico tem ao menos dois efeitos: a realidade cotidiana nos parecerá mais satisfatória e teremos a capacidade de elevar nosso nível de consciência a um nível que não era percebido ou compreendido, por um curto momento durante o qual nossa vida terá sentido, talvez algo não exprimível de maneira lógica, mas apercebido como convincente por estar associado a sensações intensas.
Entre nós, o fato de usar alguma substância por compensação, por que a vida não é satisfatória, coloca em evidência a primeira droga dentre todas: o sonho. O que fazemos diante de um cotidiano insatisfatório? Desde a infância, existem dois tipos de comportamento: de um lado, aqueles que preferem agir e transformar esse cotidiano fazendo esforços; de outro, os que sonham com um outro cotidiano, mas que preferem ali se refugiar inteiramente, esquecendo-se de uma realidade muito dura, onde são dominados, impotentes, infelizes.
Limões na pele: À esq., na Malásia um hindu pratica ritual de purificação costurando limões na pele. Ao centro, o grupo teatral Alquimia dos Sonhos, de Brasília, encena peça sobre uso de drogas entre os jovens. À direita, também em Brasília, jovens desmaiam numa boate de tanto beber. Uso de álcool e drogas pode esconder a falta de ritoas de passagem.
Aliás, mesmo aqueles que fazem esforços para transformar o mundo têm necessidade do sonho – ele funciona como um esboço do projeto que tentarão materializar. Esses talvez conheçam a materialização de seu sonho, e com certeza a alegria da prática e do esforço. Os outros, os que não agem, encontrarão também uma forma de gratificação na compensação interior que leva a um universo de sonhos. Mas, chegará a hora em que esse sonho não será tão forte, abrindo espaço para o uso das drogas. Algumas têm a propriedade de fazer os sonhos mais consistentes, mais intensos, mais reais do que eles são, levando o sonhador insatisfeito a aumentar suas doses.
São maiores, portanto, os riscos que correm os jovens nesses momentos verdadeiramente iniciáticos, em que procuram converter o sonho em realidade. Se o adolescente de hoje – que não está enquadrado em nenhum ritual de passagem e que sofre com o esforço de compreender o que se passa com ele – tomar alguma substância alucinógena, vai vivenciar alguma coisa duplamente xamânica. Essa substância, que tem o poder de intensificar seu sonho e de lhe dar uma realidade interior por algum tempo, faz com que ele questione os mecanismos de crença no mundo. Se isso acontece muito cedo, esse questionamento pode desmotivar completamente o indivíduo, que não se esforçará mais: ao verificar como os adultos se comportam e têm objetivos fúteis, se desmotivará a ponto de rejeitar completamente o sistema ao qual ele está sendo estimulado a adentrar.
O que há para ler: Nascer não basta – Iniciação e toxicodependênciaLuigi Zoja - Axis Mundi Editora Três
Sentido iniciático do rito de passagem
Galinha viva: Em Jerusalém, durante o Yom Kippur, judeus ultraortodoxos se "purificam" com o auxílio de uma galinha viva. Segundo a crença, ao passar sobre suas cabeças o animal "absorve" os seus pecados. Chamado kaparot, esse ritual é idêntico a um outro praticado por tradições africanas e afor-brasileiras, como o candomblé
Chamam-se ritos de passagem as cerimônias que marcam a passagem de um indivíduo ou grupo de uma fase ou ciclo de vida para outro. Desde o início dos tempos históricos, sabe-se que todas as culturas e civilizações criaram seus próprios ritos de passagem. São exemplos de ritos de passagem o batismo e a primeira comunhão dos católicos e o bar mitzvah dos judeus. Rituais como esses ainda são praticados, mas o profundo sentido iniciático que eles encerram perdeu-se quase completamente.
Esses ritos servem para solenizar certos momentos da vida humana, como nascimento, casamento e morte. Provavelmente, porém, sua maior função é ajudar os jovens a superar a crise psicológica que freqüentemente acompanha a mudança de uma idade para outra – da infância para a adolescência e desta para a idade adulta.
Certas correntes da moderna psicologia consideram que a quase total ausência de ritos de passagem na sociedade contemporânea é uma das principais causas do grande número de casos de jovens despreparados preparados para as dificuldades da vida adulta, inadaptados à dura realidade do mundo e que, por essa razão, preferem existir como eternas crianças ou adolescentes.
Iniciação necessária
Segundo o jornalista Fabrice Hervieu-Wane, que foi consultor para o Unicef na África, autor de diversos artigos sobre educação e do livro Une boussole pour la vie– Les nouveaux rites de passage (Ed. Albin Michel), “se quisermos que as novas gerações vivam em um mundo pleno de sentido, precisamos inventar novas provas para aprender a transformar o suor e as lágrimas em força de vida”.
Do ponto de vista iniciático, não existe crescimento sem crise. Diante de uma crise, podemos nos comportar apenas de duas maneiras: enfrentá-la ou ser vítima. Se não aprendemos a gerenciar a crise, precisamos passar por ela. E, através de nosso comportamento, iremos gerar crises de que temos necessidades para crescer.
Se todos concordam que é hora de rever e reabilitar os ritos de passagem que ajudariam os jovens a crescer, é hora também de arregaçar as mangas e promover um debate multidisciplinar capaz de orientar e iluminar um caminho para a criação de novos ritos. Sem nostalgia. Nosso mundo tem necessidade de ritos modernos e positivos, de cerimônias reposicionadas, originais e entusiásticas, de reencontros profundos com a morte e o renascimento simbólicos.
http://www.terra.com.br/revistaplaneta/mat_403.htm

sexta-feira, 7 de outubro de 2011


Este texto serve de apoio para o simulado do 3ª série
Popper
A concepção clássica de ciência, classificada por indutivista, ou seja, a concepção do método científico designa-se como sendo indutiva, pois nela o raciocínio indutivo tem um importante papel decisivo: é a partir das observações particulares, que chegamos a uma teoria ou lei geral. No entanto neste tipo de raciocínio, apesar de as premissas serem verdadeiras a conclusão pode não o ser, por exemplo: da verdade de alguns, não se pode concluir a verdade de todos. Para além disto, é um raciocínio que nos conduz à descoberta, pois permite formular novas conclusões a partir de alguns casos observáveis que podem ser suficientes para uma generalização. É um raciocínio preditivo, isto é, permite através de experiências passadas, prever acontecimentos futuros.
Enquanto que na concepção clássica da ciência, o método aplicado é o indutivo, na teoria de Karl Popper o método usado é o hipotético-dedutivo. O método hipotético-dedutivo, define-se como uma prática cognitiva que tem como finalidade deduzir consequências de uma hipótese que se admitiu anteriormente, e verificar  a hipótese, para ver se esta é verdadeira ou não. Essas consequências, para que possam ser verificadas, têm de existir enquanto enunciado observacional. Generalizando podemos caracterizar o método hipotético-dedutivo como o método das ciências, que parte de hipóteses das quais se deduzem consequências; se estas se verificarem, a teoria é corroborada ou apoiada, em caso contrário é falsificada, ou seja perde o seu valor de verdade.
Breve opinião de Popper, acerca da ciência:
Para Popper, a ciência não é um sistema de enunciados certos ou bem estabelecidos, nem é um sistema que avance continuamente em direção a um estado de finalidade, isto é, não um conhecimento acabado. Embora a ciência jamais possa proclamar haver atingido a verdade ou uma probabilidade, as razões mais fortes de investigação científica continuam a ser o esforço por conhecer e a busca da verdade.

Filosofia e Ciência


Este pequeno texto é para ajudar o 3ª série no seu simulado deste trimestre.

Filosofia e Ciência
A demarcação das ciências naturais em relação à filosofia foi um processo longo e gradual no pensamento ocidental. Inicialmente, a investigação da natureza das coisas consistia numa mistura entre o que hoje seria visto como filosofia (considerações gerais das mais vastas sobre a natureza do ser e a natureza do nosso acesso cognitivo a ele) e o que hoje seria considerado como próprio das ciências particulares. Se olharmos para os fragmentos que nos restam das obras dos filósofos pré-socráticos, encontraremos não só tentativas importantes e engenhosas para aplicar a razão a questões metafísicas vastas, mas também as primeiras teorias físicas, simples mas extraordinariamente imaginativas, sobre a natureza da matéria e os seus aspectos mutáveis.
Na época da filosofia grega clássica já podemos encontrar uma certa separação entre as duas disciplinas. Nas suas obras metafísicas, Aristóteles faz claramente algo que hoje seria feito por filósofos; mas em muitas das suas obras de biologia, astronomia e física encontramos métodos de investigação que são hoje comuns na prática dos cientistas.
À medida que as ciências particulares, como a física, a química e a biologia, foram aumentando em número, canalizando cada vez mais recursos e desenvolvendo metodologias altamente individualizadas, conseguiram descrever e explicar os aspectos fundamentais do mundo em que vivemos. Dado o sucesso dos investigadores das ciências específicas particulares, há muito quem pergunte se ainda restará algo para os filósofos fazerem. Alguns filósofos pensam que existem áreas de investigação que são radicalmente diferentes das que pertencem às ciências particulares, como, por exemplo, a investigação sobre a natureza de Deus, sobre o "ser em si" ou sobre qualquer outra coisa do gênero.
Segundo uma perspectiva mais antiga, que foi perdendo popularidade ao longo dos séculos sem nunca desaparecer inteiramente, existe uma maneira de conhecer o mundo que nos seus fundamentos não precisam de depender da investigação observacional ou experimental própria do método das ciências particulares. Esta perspectiva foi influenciada parcialmente pela existência da lógica e matemática puras, cujas verdades firmemente estabelecidas não parecem depender, para que estejam garantidas, de qualquer base observacional ou experimental. De Platão e Aristóteles a Leibniz e aos outros racionalistas, passando por Kant e pelos idealistas, e mesmo até ao presente, tem persistido a esperança de que, se fôssemos suficientemente inteligentes e perspicazes, poderíamos estabelecer um corpo de proposições que descreveriam o mundo e que, no entanto, seriam conhecidas com a mesma certeza com que dizemos conhecer as verdades da lógica e da matemática. Poderíamos acreditar nessas proposições independentemente de qualquer apoio indutivo obtido de fatos específicos observados. Se dispuséssemos de um corpo de conhecimento como esse, não teríamos atingido o objetivo procurado durante séculos pela disciplina tradicionalmente conhecida por "filosofia"?
Segundo uma perspectiva mais recente, o papel da filosofia não é o de funcionar como fundamento ou extensão das ciências, mas como sua observadora crítica. A ideia é a de que as disciplinas científicas particulares usam conceitos e métodos. As relações entre os diversos conceitos, embora estejam implícitas no seu uso científico, podem não ser explicitamente claras para nós. O papel da filosofia da ciência seria assim o de clarificar essas relações conceituais. Uma vez mais, as ciências particulares usam métodos específicos para fazer generalizações, a partir de dados da observação, em direção a hipóteses e teorias. O papel da filosofia, segundo esta perspectiva, é o de descrever os métodos usados pelas ciências e explorar as bases de justificação desses métodos, isto é, compete à filosofia mostrar que os métodos são apropriados para encontrar a verdade na disciplina científica em questão.
Nas ciências específicas, as teorias por vezes não são adaptadas devido apenas à sua consistência com os dados da observação, mas também com base na sua simplicidade, força explicativa ou outras considerações que pareçam contribuir para a sua plausibilidade intrínseca. Quando constatamos isto, começamos a perder confiança na ideia de que existem dois domínios de proposições bastante diferentes: aquelas que são apoiadas apenas por dados empíricos, e aquelas que são apoiadas apenas pela razão. Muitos pensadores contemporâneos, como Quine, estariam dispostos a defender que as ciências naturais, a matemática, e até a lógica pura, formam um contínuo unificado de crenças sobre o mundo. Todas elas, defendem estes, são indiretamente apoiadas por dados da observação, mas todas contêm também elementos de apoio "racional". Se isto for verdade, não será a própria filosofia, vista como o lugar das verdades da razão, uma parte do todo unificado? Isto é, não será também a filosofia apenas uma componente do corpo das ciências especializadas?
Quando procuramos a descrição e a justificação apropriada dos métodos da ciência, parece que estamos à espera que os resultados específicos das ciências particulares entrem de novo em cena.Como poderíamos, por exemplo, justificar a confiança da ciência na observação sensorial se a nossa compreensão do processo perceptivo (uma compreensão baseada na física, na neurologia e na psicologia) não nos assegurasse que a percepção, tal como é usada quando se testam as teorias científicas, é realmente um bom guia da verdade sobre a natureza do mundo?
É ao discutir as teorias mais gerais e fundamentais da física que a imprecisão da fronteira entre as ciências naturais e a filosofia se torna mais manifesta. Dado que elas têm a ambição ousada de descrever o mundo natural nos seus aspectos mais gerais e fundamentais, não é surpreendente que os tipos de raciocínio usados ao desenvolver estas teorias altamente abstratas pareçam por vezes estar mais próximos dos raciocínios filosóficos que dos métodos usados quando se conduzem investigações científicas de âmbito mais limitado e particular. Mais adiante, à medida que explorarmos os conceitos e os métodos usados pela física quando esta lida com as suas questões fundamentais mais básicas, veremos repetidamente que pode estar longe de ser claro se estamos a explorar questões de ciência natural ou questões de filosofia. Na verdade, nesta área da investigação sobre a natureza do mundo, a distinção entre as duas disciplinas torna-se bastante obscura.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

HEGEL

Esse texto serve para fixar alguns pontos da Filosofia de Hegel que vocês não podem deixar de entender.


FRIEDRICH HEGEL

O contexto histórico de Hegel é o da influência das ideias iluministas, da Revolução Francesa, da derrocada do mundo feudal e pós nascimento da ordem burguesa. É nessa contradição dialética que Hegel formula seu idealismo: o uso da Razão para explicação filosófica.
Para Hegel essa contradição continua, pois a Alemanha  ainda estava mergulhada numa ordem feudal, estando politicamente dividida em diversos Estados não unificados.
A filosofia de Hegel é uma filosofia do devir ( do vir-a-ser (movimento e transformação)), com a finalidade de explicara a realidade em constante movimento. Descarta a lógica aristotélica que não é adequada para a explicação do movimento. A lógica hegeliana tem o princípio da dialética, que neste caso tem a ver com processo, é a estrutura contraditória do real, que passa por três momentos: o da identidade ( tese); o da contradição ( antítese) e o da positividade ou negação ( síntese).
Para Hegel a Ideia pura é a tese, esta para se desenvolver cria um objeto oposto a si, a Natureza   (antítese), que é a Ideia alienada, o mundo privado de consciência. Da luta desses dois princípios nasce uma síntese, o Espírito, a um tempo pensamento e matéria, isto é,  a Ideia que toma consciência de si através da Natureza.
O Espírito subjetivo do homem (emoção, desejo, imaginação) tese; a antítese e o Espírito Objetivo ( vontade coletiva por meio da moral, política, do direito) se realiza naquilo se chama mundo da cultura.  A síntese final é o Espírito Absoluto que tem no seu ápice a Filosofia, saber de todos os saberes, a autoconsciência.

Ex.: Quando começo a esculpir uma estátua, estou diante da matéria-prima ( a madeira), que depois é negada, isto é, destruída em sua forma natural, mas ao mesmo tempo é conservada, pois a madeira continua existindo como matéria, mas elevada a um objeto diferente, uma forma criada. Assim, o trabalho nega a natureza, mas não a destrói: a recria.
O conceito de história é derivado de um processo  de contradição. A história universal nada mais é o que a manifestação da Razão.


Dialética tomou vários sentidos ao longo da História, mas no geral, o sentido é de contradição, controvérsia

A realidade, para Hegel, é constituída pela marcha do pensamento, é este que cria a realidade, que é a manifestação exterior do pensamento. O mundo é a manifestação da ideia.
O Estado seria uma das mais altas sínteses do Espírito Objetivo, que sintetiza, numa realidade coletiva, a totalidade dos interesses contraditórios entre os indivíduos, assim como a família é a síntese dos interesses contraditórios entre seus membros, e a sociedade civil é a síntese que supera as divergências entre as diversas famílias. O Estado representa a unidade final que supera a contradição entre o privado e o público.
Diferente dos contratualistas Hegel coloca o Estado como fundamento da sociedade civil e família, e não vice-versa. O Estado é soberano, funda o povo, ele é a mais perfeita realidade. A  monarquia  é a melhor forma de governo,pois nunca colocaria o indivíduo em primeiro plano, pois o monarca rege pelo bem do Estado.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Expoliteratura Colégio Gênese

A Expoliteratura reúne e expõe para a comunidade escolar as produções literárias dos alunos do Colégio Gênese, desenvolvidas a partir dos projetos de leitura realizados no primeiro semestre.
O Colégio vira uma grande festa onde os grupos de alunos, auxiliados por seus professores, organizam oficinas onde os visitantes são convidados a vivenciar os livros lidos.
São promovidos teatros, exposição dos livros escritos pelos alunos, feiras de livros, oficinas interativas e muitas oportunidades de conhecer novos livros.
O tema desse ano é Histórias arrepiantes: literatura de suspense e mistério, venham e aproveitem!!!!

domingo, 22 de maio de 2011

Domínio Público

Esse site é muito interessante para todo mundo, mas principalmente para os alunos!
O site fornece diversos livros e que já estão em domínio público, isto é cujos autores já morreram há mais de 70 anos.
Eles estão por ordem de maior procura: os mais populares primeiro e os menos populares por último.
Explorem! Há muitos livros pedidos pelos professores durante o curso de Ensino Médio, além de outros muito interessantes!

terça-feira, 17 de maio de 2011

Projeto Por Um Trânsito Solidário

 Projeto – Por um trânsito solidário

Esse projeto tem como meta aliar o concurso educacional da CET aos objetivos de séries, elaborados pelos professores, coordenação e direção de nosso colégio, e aos objetivos específicos das disciplinas de Filosofia, Sociologia e História.
Os alunos devem ser incentivados a ações que os tornem indivíduos críticos, argumentativos e agentes de suas próprias histórias; que reconheçam que suas ações cotidianas são responsáveis pela formação da sociedade em que vivem; que percebam a necessidade de atitudes responsáveis, para si e para o outro; que sejam éticos buscando não tirar proveito de situações; que se tornem acolhedores com as dificuldades alheias; que tenham maior compreensão, não só com os seus desejos, mas com o dos outros também.
Como um concurso sobre trânsito pode nos ajudar a alcançar esses objetivos?
O tema proposto pelo CET, segurança no trânsito, proporciona o trabalho com diversos conceitos formadores, tais como responsabilidade, respeito, ética e cidadania, conceitos estes que embasarão as ações e atividades propostas.
Os alunos do ensino médio irão, após pesquisa e discussão em grupo, produzir materiais, tais como vídeos, jogos de tabuleiros, desenhos para colorir, placas de sinalização, jogos interativos de trânsito, cantigas de roda entre outros. Estes materiais servirão de base para que os alunos, chamados de tutores, de uma forma lúdica e dinâmica, passem o conteúdo que embasará os trabalhos dos alunos tutelados, das turmas do infantil ao fundamental II.
Os temas indicados pela CET estão divididos em categorias:

QUEM PARTICIPA
TRABALHO
TEMA
Alunos de Educação Infantil (que tenham 3 anos ou mais)
Colagem
O que vejo no trânsito no meu caminho a pé casa/escola
Alunos do 1º ao 3º ano
Cartaz
Como atravesso a rua
Alunos do 4º e 5º anos
Cartaz
Como atravesso a rua
Alunos do 6º e 7º anos
Cartaz
Como atravesso a rua
Alunos do 8º e 9º anos
Cartaz
Como atravesso a rua
Alunos do Ensino Médio
História em Quadrinhos
Pedestre: Eu respeito


As turmas tutoras e seus tutelados estão assim divididas:
TUTORES
TUTELADOS
3ª série do EM
Infantil; 8º e 9º anos
2ª série do EM        
1º ao 5º anos
1ª série do EM
6º e 7º anos

O período do projeto é do dia 23 de maio ao dia 20 de junho.


CET - Prêmio CET



CET - Prêmio CET

Novo projeto em fase de implantação!!!



Atenção! Vamos começar a trabalhar o Projeto CET - Por um trânsito solidário.

Olhem o site da CET para ficarem a par de prêmios e temas específicos de seus tutelados!

Em breve postarei os objetivos do projeto.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Projeto Prêmio das Crianças do Mundo

Prêmio das Crianças do Mundo

O Prêmio das Crianças do Mundo é um programa educacional, voltado  para crianças e jovens, que tem como objetivo  contribuir para um mundo mais humano. Envolve   53.800 escolas, com mais de 24,5 milhões de estudantes, em 102 países .  Todos os anos, milhões de crianças aprendem sobre direitos da criança, democracia e amizade mundial através do programa.  Na Votação Mundial, as crianças escolhem quem irá receber o prêmio pelo trabalho extraordinário em prol dos direitos da criança. Os nomeados ao prêmio são selecionados por um júri infantil cujos membros são especialistas em Direitos da Criança a partir de suas próprias experiências de vida – como crianças soldados, escravas por dívida, crianças moradoras de rua, crianças que lutam pelos direitos da criança e outras. Os homenageados com o Prêmio tornam-se modelos para milhões de crianças. O prêmio em dinheiro, USD 100.000 em 2011, é usado para ajudar algumas das crianças em situação mais vulnerável no mundo a ter uma vida melhor.
No Colégio Gênese esse projeto envolveu todos os alunos!
Como parte do conteúdo das disciplinas de Filosofia, Sociologia e História buscamos no período de 14 de março a 19 de abril trabalharmos conceitos e valores fundamentais para a construção de uma sociedade mais justa e humana.
Partindo do conhecimento da vida e projeto dos três nomeados de 2011, elaboramos atividades de discussão e reflexão sobre as condições em que vivem muitas crianças em diversas parte do mundo, e a partir dessas reflexões extrapolamos para a conhecimento de nossa própria sociedade e suas mazelas.
Trabalhando com a dinâmica de grupos tutores elaboramos um projeto envolvente que proporcionou  aos alunos o desenvolvimento de habilidades como, flexibilidade, organização, coordenação, leitura e escrita entre outras. As atividades resultantes do projeto foram expostas em três etapas:
A  primeira etapa ocorreu quando os alunos da 2ª série do ensino médio, no papel de tutores, após apresentação do tema, elaborou junto aos alunos do 6º ano o concurso das urnas que seriam utilizadas, escolhidas mediante votação de todo os alunos do colégio.  Esses mesmos tutores orientaram a confecção de cartazes e desenhos para as cabines de votação, executados pelos alunos do 7º ano. A outra etapa aconteceu quando os alunos da 3ª série do  ensino médio, após pesquisa  do tema e elaboração de material lúdico correpondente, apresentaram as turmas do ensino fundamental I a proposta do Prêmio das Crianças do Mundo com uma linguagem apropriada e jogos interativos. A finalização do projeto se deu com a apresentação dos nomeados, pelos alunos do 8º e 9º anos, tutelados pela 1ª série do ensino médio, através de pequenas peças e apresentações.
A votação, dirigida pelo 6º ano,  e envolvendo 201 alunos deu a Monira Rahman o maior número de votos da escola.
Todos os alunos envolvidos no projeto, com certeza, tiveram a oportunidade de conhecer novas realidades, culturas diferentes, assim como aprenderam a lidar com seus companheiros de escola, sendo no papel de tutores ou tutelados, buscando desenvolver a flexibilidade, a solução de problemas,  a compreensão e principalmente  o respeito pelo  Outro, fundamental para o desenvolvimento de um indivíduo melhor, que fará a diferença na sociedade, como um todo.







sábado, 20 de novembro de 2010

Preconceito

Que o preconceito em qualquer uma de suas formas é uma pratica repreensível já é de senso comum, mas hoje queremos falar um pouco mais sobre o preconceito religioso. Está na constituição brasileira a liberdade de crença e de culto mas não é bem assim que as coisas acontecem no nosso país e também no mundo.As vezes o fato de uma pessoa ser dessa ou daquela religião faz com que a ela se sinta mais importante que o próximo e por isso o desrespeita por ser de uma religião diferente.Outro tipo de preconceito também inserido no preconceito religioso é o preconceito espiritual que nada mais é que o que se observa em nossas igrejas. Por exemplo, alguns pentecostais se acham mais santos do que os tradicionais, ou ainda alguns destes crêem ser mais fiéis a Deus do que os primeiros. Muitas pessoas que têm o dom de língua menosprezam os demais, crendo que pelo fato de "falar a língua dos anjos" são mais poderosos, como se “pudessem amarrar o diabo com mais facilidade”. A irmã que usa saia rachada é impura; a outra que apara o cabelo é mundana; o irmão que usa cavanhaque é profano; o outro que veste a roupa da moda é irreverente. Tudo isso é simplesmente uma forma de separar as pessoas pelo seu estilo por que não dizer, simplesmente pelo fato de querer ou não se comportar de tal maneira. Outro assunto que ainda deveria ser discutido é o ensino religioso nas escolas. Uns encaram esse ensino como uma forma de mostrar que no fundo todas as religiões são importantes e que cada uma delas tem suas semelhanças e suas divergências, mas acima de tudo que o objetivo desse estudo é ensinar como ser mais tolerante e flexível, por outro lado há aqueles que acham esse ensino religioso é uma forma de fazer apologia a essa ou aquela religião. Qual a sua posição sobre isso?

Espero que isso tenha sido de alguma maneira importante para vocês. Até a próxima postagem.

Preconceito

Preconceito

A pena de prisão imposta pelo Estado ao condenado tem como objetivo fazê-lo refletir sobre o porque de ser punido.

Estes estaram, mesmo após ter cumprido a pena que foi estabelecida, marcado para sempre pelo etigma de ser um ex-presidiario.

Todo esse preconceito e deficiencia no sistema judiciario, faz com que haja uma espécie de ciclo na maioria das vidas dos ex-presidiarios: Primeiro são presos, e quando soltos não há uma reincerção social do individuo, pois é dificil conseguir um emprego pelo preconceito e a falta de preparação que há dentro da cadeia, sabendo que muitas delas são obrigadas a educar os presos, o que faz muitos voltarem ao mundo de antes da prisão, roubão e voltam a cadeia.

42% de ex-penitenciários volta a praticar crimes e acaba na prisão mais uma vez. Ou seja, o sistema pune, mas não consegue cumprir a função de educar e de capacitar essas pessoas para enfrentar as mesmas condições que as levaram a praticar o primeiro delito. Como disse à Gazeta do Povo o coordenador nacional do Mutirão Car cerário promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o juiz federal Erivaldo Ribeiro dos Santos, é preciso dar oportunidade aos egressos. Mas é muito difícil isso acontecer no modelo atual tendo em vista o déficit de 180 mil vagas no siste ma penitenciário. “Em presídio superlotado”, diz ele, “não se consegue fazer curso de capacitação, de educação, alfabetização e muitos presos são analfabetos funcionais.”


"sou uma ex-presidiaria e sofro com preconceitos sobre trabalho, e porque também tenho tatuagens. Tenho 44 anos, tenho 3 filhos e 2 netos.

A falta de emprego pra muitos ex-presidiarios fazem com que eles voltem ao crime. Eu fiquei viúva recente, em agosto, mas estou bem e não quero voltar a vida de antes, e sei que poderia estar melhor trabalhando, mas o preconceito me atrapalha bastante." - Valéria

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Preconceito Racial

O racismo é a tendência do pensamento, ou do modo de pensar em que se dá grande importância à noção da existência de raças humanas diferentes e superiores umas às outras. Onde existe a convicção de que alguns indivíduos e sua relação entre características físicas hereditárias, e determinados traços de caráter e inteligência ou manifestações culturais, são superiores a outros. O racismo não é uma teoria científica, mas um conjunto de opiniões pré concebidas onde a principal função é valorizar as diferenças biológicas entre os seres humanos, em que alguns acreditam ser superiores aos outros de acordo com sua matriz racial. A crença da existência de raças superiores e inferiores foi utilizada muitas vezes para justificar a escravidão, o domínio de determinados povos por outros, e os genocídios que ocorreram durante toda a história da humanidade e ao complexo de inferiridade, se sentindo, muitos povos, como sendo inferiores aos europeus.

Quando houve os primeiros contatos entre conquistadores portugueses e africanos, no século XV, não houve atritos de origem racial. Os negros e outros povos da África entraram em acordos comerciais com os europeus, que incluíam o comércio de escravos que, naquela época, era uma forma aceite de aumentar o número de trabalhadores numa sociedade e não uma questão racial.

No entanto, quando os europeus, no século XIX, começaram a colonizar o Continente Negro e as Américas, encontraram justificações para impor aos povos colonizados as suas leis e formas de viver. Uma dessas justificações foi a ideia errônea de que os negros e os índios eram "raças" inferiores e passaram a aplicar a discriminação com base racial nas suas colônias, para assegurar determinados "direitos" aos colonos europeus. Àqueles que não se submetiam era aplicado o genocídio, que exacerbava os sentimentos racistas, tanto por parte dos vencedores, como dos submetidos, como os índios norte-americanos que chamavam os brancos de "Cara pálidas".Podemos citar uma forma de racismo bem famosa, NAZISMO.

O ingles Houston Stewart publicou várias obras sobre a superioridade ariana e Alfred Rosenberg tambem publicou obras que reforçaram essa superioridade racial.

Estas foram aproveitadas pelo programa político do nazismo visando à unificação dos alemães utilizando a identificação dos traços raciais específicos do povo dos senhores. Como a raça alemã era bastante miscigenada, isto é, não havia uma normalidade de traços fisionômicos, criaram-se então raças inimigas, fazendo desta forma surgir um sentimento de hostilidade e aversão dirigido a pessoas e coisas estrangeiras. Desta forma, os nazistas usaram da xenofobia associada ao racismo atribuindo a indivíduos e grupos sociais atos de discriminação para amalgamar o povo alemão contra o que era diferente.


Camila,Daniel,Lucas e Renata 1°ano Médio